01 jun 2020
Os desafios de gerir uma empresa em tempos de COVID-19

Gerenciar um negócio e liderar equipes sempre são funções de grande responsabilidade dentro de uma empresa. Em momentos de crise, essas tarefas se tornam ainda mais importantes. Nesse momento de pandemia em que o mundo vive, é essencial que o gestor adote estratégias para minimizar os efeitos negativos nas equipes e no desempenho econômico.

O líder deve, sempre que possível, demonstrar capacidade para superar desafios e reforçar comportamentos positivos. Um bom gerenciamento de crise nas empresas passa por conceitos de transparência, profissionalismo e maturidade. O foco das ações deve ser voltado para resultados e pessoas.

Como administrar uma empresa em tempos de crise?

Muitas empresas contam com um plano de gerenciamento para momentos difíceis, o que se torna um norte importante para saber o que fazer em tempos de crise. Porém, muitas situações não estão previstas no planejamento. Neste caso, conta muito a experiência e a inteligência emocional do gestor. Confira algumas orientações importantes para esse momento:

* Aceite a crise:

Quanto antes o gestor aceitar que a crise irá afetar o seu negócio, melhor! O processo de negação paralisa as ações e deve ser evitado. Aceitar a crise, vale destacar, não é sinônimo de ser pessimista e de congelamento de investimentos.

O gestor deve encarar de frente o cenário econômico. No caso dos líderes que atuam na área financeira, é preciso realizar uma profunda análise de fluxo de caixa. A partir dessas informações, é hora de traçar novos objetivos.

* Concentre esforços no planejamento de vendas:

Um dos setores que sofre impacto imediato em meio à crise é o de vendas, seja de produtos ou serviços. O desempenho dessa área reflete diretamente na receita e na dificuldade da empresa de pagar com os gastos fixos e variáveis.

Em função disso, é preciso concentrar esforços no planejamento de vendas assim que a crise se instaura. O gestor deve repensar as suas estratégias para evitar perder clientes ativos, além de traçar formas de atrair novos consumidores. Mesmo que o volume de vendas seja menor, é essencial manter uma base boa de parceiros.

* Corte custos com inteligência:

Além de otimizar processos, em tempos de crise é preciso atuar fortemente na redução de custos. Nesse cenário, o líder deve contar com sugestões da equipe para localizar despesas desnecessárias.

Identifique custos que não estão agregando valor à marca ou às equipes. Revise também orçamentos e projetos futuros. Nesse momento de redução, a dica de ouro é manter uma visão de longo prazo, preservando ativos e investimentos estratégicos. Cortar custos com inteligência é lembrar que o futuro competitivo da empresa deve ser assegurado.

Liderança remota: dicas para impactar seu time!

Além de ser uma crise, o momento de pandemia traz outro fator que dificulta o papel do gestor: o distanciamento das equipes. O tema foi abordado durante o webinar “Gestão Eficiente: como liderar times remotos”, realizado pela Amcham Brasil no final de março.

Desde o começo da pandemia, a entidade vem realizando uma série de transmissões ao vivo de bate-papos e entrevistas para tratar sobre assuntos diversos. Os chamados “webinários” sobre a COVID-19 da Amcham são gratuitos. A programação pode ser acessada aqui.

O webinar que tratou sobre liderança remota contou com a participação de Ana Lucia Caltabiano, que é diretora de RH da GE para a América Latina. Veja quatro dicas dadas pela profissional para uma boa liderança remota em empresas em tempos de crise:

* Faça conversas individuais:

Conversar individualmente com cada colaborador é fundamental para compreender a situação de cada um. Esse momento é a oportunidade ideal para perguntar como estão as coisas e ter uma noção de como é possível ajudá-los neste momento.

* Estabeleça regras:

Depois de fazer conversas individuais, realize reuniões com todo o time. Nesse momento, defina regras, entendendo como as pessoas querem trabalhar, estabelecendo horários. Uma dica importante nesse sentido é fazer reuniões mais curtas, considerando que não é a mesma realidade que o encontro físico: a atenção das pessoas é menor e é preciso ser mais conciso nesse momento.

* Falar menos, escutar mais:

A única forma de entender o que está acontecendo com os times é escutar. Por isso, um líder não deve monopolizar as conversas. Ele deve falar menos e fazer mais escuta com as pessoas – especialmente neste momento.

* Engaje a equipe:

Para trazer mais a atenção das pessoas, é importante perguntar e buscar as opiniões da equipe. Isso pode ser praticado durante uma reunião remota – seja através de perguntas durante uma videochamada ou incentivando o uso do chat durante a transmissão. O importante é manter o engajamento de todos colaboradores durante a reunião.

Home office não é o mesmo que trabalhar de casa?

Ao contrário do que muitos imaginam, home office não é sinônimo apenas de trabalho em casa. Pelo menos é nisso que acredita Ana Lucia Caltabiano, diretora de RH da GE para a América Latina. A executiva justifica o pensamento: em sua visão, home office é uma modalidade que apresenta seriedade e que, normalmente, os profissionais que o adotam já têm certo costume com isso.

Por outro lado, trabalhar de casa, como está acontecendo com boa parte dos profissionais durante a pandemia, é uma prática emergencial. “Muitas pessoas que estão fazendo trabalho remoto têm de lidar ao mesmo tempo com problemas de casa, filhos que não estão tendo aulas presenciais, falta de espaço adequado ou ambiente sendo dividido com outras pessoas na mesma situação. Esse cenário não existe no home office do dia a dia comum”, explica. Por esse motivo, Ana Lucia destaca que é importante a compreensão dos gestores em momentos como esse na hora de mensurar a produtividade dos colaboradores em tempos de pandemia.

Lembre-se de incentivar a criatividade!

A procura por soluções e oportunidades de melhoria deve fazer parte da rotina de qualquer empresa. Especialmente nesse momento de pandemia, os líderes devem incentivar a criatividade das equipes. Programas, encontros e comitês voltados para a inovação podem produzir ótimas ações.

Em tempos de crise, os times precisam ter em mente que os gestores não devem – e nem podem – fazer tudo sozinho. Os líderes, portanto, precisam estimular a proatividade das equipes para aumentar o comprometimento, a responsabilidade e a capacidade de resolver problemas.

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