11 dez 2020
Cartão de crédito ou celular: como as fintechs estão revolucionando o pagamento no transporte público
Cansado de ler? Então ouça este artigo:

É bem provável que você já tenha ouvido falar nas “fintechs“, organizações que apostam na tecnologia para facilitar transações bancárias. Grandes empresas, como o Nubank e C6, chegaram há pouco tempo no mercado e hoje já possuem uma verdadeira legião de fãs por facilitarem os meios de pagamento e a gestão financeira.

 

O impacto das fintechs já chegou ao segmento de transportes. Algumas dessas empresas focaram parte de seus esforços em revolucionar o pagamento no transporte público. Atualmente, já é possível pagar a passagem com o cartão de crédito, celular ou outros dispositivos que possuem a tecnologia de pagamento por aproximação. É o caso, por exemplo, dos smartwatches.

 

A seguir, trouxemos as principais informações sobre como funcionam as fintechs e alguns exemplos de como elas estão revolucionando o pagamento no transporte público: 

 

Fintechs: uma tendência que veio para ficar

Esse conceito surgiu dentro da comunidade de startups e refere-se às empresas que apostam na tecnologia para transformar o setor financeiro. Não à toa, a palavra fintech vem justamente das palavras em inglês financial e technology.

 

O movimento dessas empresas ganhou bastante popularidade nos últimos anos. Elas atraíram clientes com promessas de simplificar as operações bancárias, com taxas bem menores ou até mesmo inexistentes. Tudo isso sem nem sair de casa: em apenas alguns cliques, é possível abrir uma conta, aumentar o limite do cartão e realizar outras transações.

 

Ainda que as fintechs existam no mundo inteiro, foi no Brasil que elas perceberam um mercado mais aberto. Somos o país que mais utiliza cartão de crédito na América Latina, e os juros rotativos brasileiros chegam a 286,9% por ano. Atualmente, já são mais de 300 “bancos digitais” só em solo brasileiro.

 

Novas formas de pagamento no transporte público

Quando pensamos em fintechs, a primeira imagem costuma ser as de bancos digitais. Esse é um dos segmentos com mais atuação dessas empresas, mas não é o único. Cada vez mais, vemos startups que se propõem a revolucionar o pagamento no transporte público.

 

E não são só elas. Alguns dos maiores players do mercado financeiro também estão com soluções para garantir que os usuários possam pagar de maneira mais simples e ágil sua locomoção.

 

SPTrans e Visa anunciam pagamento por aproximação em São Paulo

Em 2019, a Prefeitura de São Paulo anunciou uma parceria com a Visa e outras empresas da indústria para facilitar o pagamento no transporte público. Agora, paulistanos e turistas podem pagar a passagem de ônibus diretamente com seu cartão Visa de débito, crédito, pré-pago, celular ou qualquer outro dispositivo que possua a tecnologia de pagamento por aproximação.

 

A tarifa é debitada diretamente na fatura (para cartões de crédito) ou na conta corrente (para cartões de débito), sem custo adicional ou taxas. Os passageiros também podem usar seu cartão Visa em carteiras digitais para conseguirem realizar o pagamento por aproximação.

 

A ideia não foi estranha para os moradores. Segundo a Visa Consulting & Analytics, São Paulo é a cidade com maior uso da solução em todo o país — esse número cresceu mais de 600% se comparado ao ano passado. Segmentos como restaurantes, padarias e supermercados já se beneficiam há um tempo de transações realizadas por aproximação. Agora, é a vez do setor de transportes.

 

C6 Bank faz parceria com transporte público

A C6 Bank se diferencia um pouco das outras fintechs pois já “nasceu” como banco. Em outubro de 2020, a empresa anunciou que seu cartão de débito pode ser utilizado em catracas de metrô e ônibus.

 

Esse serviço está disponível para todo o Brasil e usa a mesma tecnologia contactless utilizada no Bilhete Único. No entanto, o cliente precisa ter saldo disponível na conta para usar essa função, pois a tarifa será descontada automaticamente da conta corrente.

 

OnBoard Mobility quer inovar na mobilidade urbana

Em muitas cidades, o usuário precisa gerenciar o uso de cartões de diferentes companhias. Em São Paulo, por exemplo, há o Passe Eletrônico Carapicuíba (PEC), o Bilhete Ônibus Metropolitano (BOM) e o Bilhete Único.

 

A OnBoard Mobility surgiu com o objetivo de simplificar essa situação e unificar os créditos em apenas um cartão. A fintech firmou parceria com a Secretaria de Transporte de São Paulo e está negociando sua entrada em cidades no interior de São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro.

 

Seu aplicativo funciona como uma plataforma onde o sistema de transportes e os provedores de serviços ligados à mobilidade urbana se integram. A OnBoard Mobility viabiliza o pagamento por meio dessa plataforma, ao identificar uma oportunidade de trabalhar nessa integração entre sistemas sem criar novas políticas.

 

Conhecer mais o mundo das fintechs é essencial para quem quer estar antenado às tendências do mercado. As novas formas de pagamento no transporte público é apenas o início: o avanço tecnológico veio para facilitar a vida do usuário e elevar a qualidade dos serviços oferecidos.

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