18 ago 2020
Transporte na pandemia: renovação de ar em ônibus da Marcopolo é maior do que a exigida em mercados e bancos
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Ao contrário do que muitos imaginam, o transporte coletivo pode ser um importante aliado do combate à Covid-19. Prova disso é um estudo recente da Marcopolo realizado em parceria com a Universidade de Caxias do Sul (UCS). O levantamento demonstra que a renovação de ar no interior dos ônibus da marca é maior do que em ambientes como mercados e aeroportos, garantindo assim segurança e bem-estar para os clientes e usuários do transporte coletivo.

Ainda conforme o estudo, todos os ônibus produzidos pela empresa obtiveram desempenho acima dos padrões exigidos pelas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e também estão alinhados com as orientações e recomendações para renovação de ar e sistemas de ar-condicionado da OMS (Organização Mundial da Saúde) e Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento e Ar-condicionado (ASHRAE).

 

Por que a renovação de ar é um assunto tão importante?

A renovação de ar nos ambientes é um assunto importante não apenas em momentos de pandemia. Em um local com pouca ventilação, as doenças virais podem se proliferar com mais intensidade. Uma série de vírus e bactérias são transmitidos pelo ar e, em função disso, é essencial garantir a sua renovação.

Além das doenças, vale ressaltar que sempre que muitas pessoas respiram o mesmo ar a liberação de gás carbônico no ambiente aumenta e o oxigênio diminui. Esse cenário pode causar sonolência e dor de cabeça.

O engenheiro Joel Vicente Ciapparini, coordenador de Engenharia da Marcopolo, destaca que a eficiência da renovação contribui para o melhor conforto e qualidade do ar dentro dos veículos Marcopolo. “Dessa forma, são minimizados todos os tipos de possíveis doenças respiratórias. Essa qualidade do ar também está relacionada com as manutenções e cuidados com os equipamentos de renovação e climatização de ar”, destaca.

 

Renovação de ar dos ônibus da Marcopolo é maior que mercados e aeroportos

Os testes realizados pelo estudo da Marcopolo e da UCS comparam, em termos de renovação de ar por pessoa, os valores de um ônibus em relação a outros espaços. As recomendações para renovação de ar são descritas por meio da norma ABNT NBR 16401.

Os modelos da Marcopolo são equipados com dispositivos para renovador de ar abrangendo sistemas naturais, como tomadas de ar, e também sistemas forçados, como ar-condicionado. Todos esses sistemas são capazes de proporcionar a renovação de ar por passageiro chegando até ao índice de 23,7 l/s*pessoa.

Os dados do estudo abrangem todas as marcas/modelos de carrocerias da Marcopolo e os valores foram obtidos considerando as condições de capacidade máxima (lotação), e variando a condição do veículo estático e dinâmico. Neste estudo, ficou constatado que as carrocerias de ônibus Marcopolo proporcionam uma renovação de ar até 63% maior do que a vazão exigida em estabelecimentos como supermercados (independente do porte), agências bancárias e saguão de aeroportos.

Conforme Ciapparini, o levantamento evidencia que os sistemas da marca, quando bem utilizados, proporcionam o fluxo e a renovação de ar adequados. “Essa eficiência está relacionada com os tipos de renovação de ar: natural, forçada e também o ar-condicionado. Outro fator é que a concepção do projeto foi planejada conforme as normas técnicas em relação à vazão de ar. Todo nosso planejamento, desde a fase de projeto, envolve tecnologias avançadas de engenharia como simulação e testes experimentais”, destaca.

 

Confira as comparações do estudo

Com base nos valores obtidos durante o estudo através da execução de ensaios, foi possível somar a vazão individual de cada dispositivo de renovação de ar e determinar a vazão total da carroceria. Os valores expressos apresentam uma condição média dos fatores que impactam no cálculo, de forma a abranger os veículos de forma geral.

Foram considerados veículos com aparelho de ar condicionado e a uma velocidade média de 60 km/h, onde todos os dispositivos de renovação disponíveis estão em pleno uso. Observa-se que os valores por passageiros obtidos nos veículos, em comparação ao mínimo exigido para renovação dos ambientes especificados pela ABNT 16401, mostram que em quase todos os casos os ônibus apresentaram uma renovação superior aos demais ambientes, como supermercados, aeroportos e shoppings centers.

 

Estudo desmistifica papel do ônibus na pandemia

O estudo realizado pela Marcopolo demonstra que a capacidade de renovação de ar dos dispositivos de ar-condicionado em ônibus é uma importante aliada no combate à proliferação do vírus, especialmente quando ocorre juntamente com medidas de segurança como o distanciamento necessário, o uso de máscaras e a correta higienização dos veículos e dos sistemas de climatização.

Os dados levantados desmistificam a ideia de que o transporte público é um inimigo do combate à Covid-19. “O estudo contribui para deixar claro para o usuário que o ônibus Marcopolo possui uma renovação de ar eficiente melhor que muitos estabelecimentos comerciais. A pesquisa comprova que quanto maior a taxa de renovação de ar e ventilação, o fluxo de gotículas de saliva no interior do salão também é menor, o que acaba reduzindo a exposição e a permanência do vírus no ar”, explica Ciapparini.

 

Higienização vai além da renovação de ar

A renovação de ar nos ônibus é extremamente importante para combater a disseminação de Covid-19, mas não é o único ponto relevante. Outro fator determinante é a higienização correta e eficiente dos objetos e superfícies para a sua desinfecção e descontaminação.

Recentemente, por exemplo, a Marcopolo Next – divisão da Marcopolo focada em inovação – apresentou o FIP Onboard, que é o primeiro produto de biossegurança para tornar o transporte coletivo mais seguro a contaminações virais. Desenvolvido em parceria com a Aurratech, ele utiliza produtos de alto poder bacteriostático e pode ser aplicado rapidamente no salão de passageiros, cabine do motorista e até mesmo no bagageiro, com ação desinfetante por até 72 horas.

 

Importante: cuidados com a utilização do ozônio

A utilização do ozônio na desinfecção do interior dos veículos é um tema que merece atenção redobrada! Embora seja comum, o uso pode ser nocivo à saúde das pessoas se for realizado de forma excessiva ou indevida. O ozônio pode ser utilizado como ferramenta de desinfecção apenas se for aplicado no veículo fechado e sem passageiros.

No Brasil, dosagens seguras de ozônio em ambientes de trabalho seguem as determinações do Ministério do Trabalho e Emprego através da Norma Regulamentadora 15 que dispõe sobre os limites de tolerância do ozônio em atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos. Devem ser considerados fatores no ambiente de trabalho como a ventilação e exaustão para a dispersão do ozônio residual, bem como o monitoramento em tempo real dos níveis de concentração de ozônio. Quando aplicado em ambientes fechados, deve ser na ausência de pessoas, animais e plantas.

Segundo a Nota Técnica N° 26/20206, existem diversos efeitos adversos à saúde relacionados aos produtos que estão sendo utilizados na modalidade de desinfecção de pessoas. Em relação ao ozônio, a exposição leve a moderada pode produzir sintomas do trato respiratório superior e irritação ocular (por exemplo, lacrimação, queimação dos olhos e garganta, tosse improdutiva, dor de cabeça, dor subesternal e irritação brônquica). Atenta a esse tema, a Marcopolo avalia que o tempo e a concentração corretos para desinfecção com ozônio são de difícil determinação e, portanto, a eficácia do método em um veículo grande como um ônibus é muito questionável. Por essa razão, a marca investe e indica estratégias e soluções com maior comprovação técnica e que não sejam nocivas à saúde dos trabalhadores e passageiros, como é o caso do FIP Onboard citado anteriormente.

 

Utilização de máscaras e uso de álcool em gel são essenciais

É importante destacar que o vírus Sars-CoV-2, responsável pela COVID-19, é uma situação totalmente inusitada, e por este motivo novas descobertas são realizadas constantemente. Até o presente momento, entidades especializadas em climatização são favoráveis à utilização de equipamentos de ar condicionado no transporte coletivo, desde que corretamente higienizado e aliado com o constante funcionamento de todos os dispositivos de renovação de ar disponíveis. Janelas e ventarolas também devem ser abertas sempre que existir a possibilidade, mesmo tendo em mente que este uso elevado dos sistemas de renovação de ar poderá causar uma perda no conforto térmico dos passageiros.

Vale ainda lembrar que, conforme especificado pela Anvisa, o principal mecanismo de transmissão do vírus ocorre por meio de gotículas respiratórias e superfícies contaminadas. Por este motivo a renovação de ar é vista como uma ferramenta para auxiliar na prevenção da transmissão de doenças. As recomendações e protocolos de saúde especificados por órgãos mundiais, como utilização de máscaras e uso do álcool em gel, deverão sempre ser seguidas, sendo estas as principais formas de evitar a contaminação pelo novo coronavírus. O fator determinante para o sucesso das medidas propostas é o respeito e conscientização de todos.

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